Terça-feira, 24 de Março de 2009

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Estou de férias. Aquela que devia ser uma fase de descanso, tornou-se na fase dos berbicos: eu é consultas, eu é exames, eu é tapar buracos pendentes, eu é abrir outros novos. Pelo menos de falta de emoção não me posso queixar.

Ao mesmo tempo que encerrei a conta num banco, decidi abrir uma conta num outro, a qual destinarei exclusivamente a investimentos. Falo de investimentos como se falasse de milhões de euros, mas se me mantiver disciplinado e focado neste objectivo, um dia lá chegarei! Decidi que todos os meses canalizarei parte do meu vencimento para esta conta. Será transferido a diferença com que fui aumentado a partir da certeza da minha permanência no posto de trabalho. Este investimento implicará alguns sacrifícios, mas acredito que mais tarde serei recompensado.

Decidi ainda arranjar um hobby. A vida não pode ser só trabalho e casa. Falta um complemento. Decidi, assim, que esse meu hobby estará relacionado com a música, a minha forma de arte favorita e à qual já dedico muito ouvido. Quem sabe não dedicarei também as mãos, a voz e a criatividade?

Quando era pequeno devorava, quase literalmente, os livros que me apareciam à frente. Faltavam computadores e por vezes faltava energia para tanto verão, ou bom tempo no inverno que me permitisse brincar com os outros da forma que possivelmente pretendia. Então dedicava-me ao que restava: ler. Só não lia os livros que os meus pais aqui tinham porque, enfim, tinham conteúdo para o qual possivelmente ainda não estava preparado.

Mais tarde, chegou o computador, que muito contribuiu para dar razão à música "video killed the radio star", o que neste caso dá qualquer coisa como "computer killed the book star". Deixei praticamente de ler, para minha infelicidade. Tentei por diversas vezes retomar o vício, mas sem sucesso. Hoje em dia começo a ler imensos livros, mas desmotivo-me 20/30 páginas depois e andam aqui todos por ler. Já me obriguei a ler o clássico que toda a gente diz que adora (ainda que ache que alguns o façam só porque fica bem), Eça de Queiroz. Fuzilem-me, pois morro de tédio só de o ler, por mais bem escrito que esteja. Hoje em dia só descubro um tema que me entusiasma: biografias. São os únicos livros que me conseguem prender a atenção até ao fim. Sou diferente da maioria, não sou? Gostava de retomar o vício da leitura com outros temas, mas ando bastante perdido nesse capítulo.

Estas são as minhas novidades. A questão da casa terá que permanecer adiada por mais algum tempo. Mantenho-me atento às oportunidades, mas vou preparar-me para fazer um esforço financeiro para uma questão de saúde, questão essa que, embora não sendo nada grave, também não está relacionada com estética. Vai ser uma valente "pissada", mas vale a pena o sacrifício. Paralelamente, sei que não estou preparado para dar esse passo neste momento porque creio que mudar-me sozinho vai reflectir-se num maior isolamento relativamente ao mundo. Aqui, de uma forma ou de outra, ainda vejo algumas pessoas e convivo com quem está perto. Se me mudar em definitivo, e sozinho, neste momento, vou ficar completamente sozinho e esperar pelas raras visitas de amigos, o que me deixa relaticamente agoniado só de pensar na solidão. Uma coisa é estarmos sozinhos porque queremos, ou não nos importamos, o que facilita na questão da mudança, outra completamente diferente é estarmos isolados porque as condições a isso obrigam. Darei o passo... brevemente! Estou certo disso.

publicado por diariodeumfrustrado às 20:09
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4 comentários:
De Gipsi a 25 de Março de 2009 às 00:14
Para recomeçar o hábito de leitura, terá de ser com um livro que te agarre de inicio, posso sugerir alguns?

"Jaime Bunda, Agente secreto", de Pepetela, romance delicioso e divertido, optimo para férias
"Último acto em Lisboa", de Robert Wilson, policial
"caçadora de Imagens", de Deborah Copaken Kogan, sobre uma foto-jornalista em várias zonas de conflito
"Impasse", de Icchokas Meras, sobre um jogo de xadrez num campo de concentração
... e qualquer um de Hakuri Murakami, autor com um mundo muito próprio e enigmático.

Caso optes pelo Bunda, não o leias na rua porque de tanto rir, corres o risco de te chamarem maluco :)

Boa leitura e boas férias tb
De Angi a 26 de Março de 2009 às 22:54
Sim, música é uma boa opção, acredita. Eu pratico música, é óptimo para relaxares e afastares esse teu pessimismo, por isso aconselho-te. Fica bem
De Fada a 27 de Março de 2009 às 10:50
..Bom dia..

MUSICA ? Uiiiiiiiii lol ok acho bem enfim encontrei quem me vai tocar " Beth Gibbons - Mysteries " se não sabes!! Mete-te ao trabalho jà não tens muito tempo lol ...

Gostei do teu post , não tenhas pressa , tudo no seu tempo...

Beijo doce
De Ana a 2 de Abril de 2009 às 17:37
Epah, eu depois de ter tentado ler harry potter, adorei eça... Harry potter foi o livro mais maçudo que experimentei até hoje...

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