Terça-feira, 15 de Junho de 2010

412

Há vida para além da morte? Existe a possibilidade de ser feliz? Como aparecer para a vida? Porque sou eu intragável? Porque atraio o desprezo e o ódio? Como desaparecer de vez do mapa? Porque é a saúde mental um luxo e não uma garantia do Estado? Porque é a solidão tão dolorosa? Porque duram os dias 24h? Porque não pode o sono prolongar-se durante umas semanas, quiçá meses?

publicado por diariodeumfrustrado às 21:31
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Domingo, 13 de Junho de 2010

411

Gosto de saber que tenho razão! Não me deixa feliz, mas deixa-me aliviado. Não sou, presentemente, aquele tipo de pessoa que dá inúmeras oportunidades às pessoas para mostrarem aquilo de que são feitas e as suas motivações. Mostro o que sou, sem máscaras, como sempre mostrei desde que me conheço como pessoa. Não recorro a reservas mentais, a declarações não sérias, ou a truques de ilusionismo para aparentar algo que não corresponde à verdade.

Sou pragmático, objectivo e transparente. Compreendo que nem toda a gente o seja, e não o censuro, sobretudo porque cada um tem a sua forma de ser e a sua experiência de vida, sendo estes os principais factores que contribuem para aquilo que cada um é no presente. Entendo que algumas pessoas sejam mais emotivas e sentimentalistas do que eu - que sou tendencialmente mais racional -, mas duvido que alguém sinta tanto as vivências e os momentos como eu!

Admito que muita gente não consiga ser dotada de objectividade e sinta dificuldades para identificar ou até para manifestar aquilo que quer, porque estas não são forçosamente virtudes no Ser Humano, e por vezes podem levar a erros de avaliação e atitudes precipitadas que podem alimentar o fosso de depressão e frustração em que muitos se encontram.

Aceito, embora com reservas, a falta de transparência de muitas pessoas. Ou por insegurança, ou por mero feitio, pessoas há que preferem adoptar uma postura mais reservada e demore o seu tempo até ser transparente com quem a rodeia. Por vezes, a falta de transparência mais não é que um lado "misterioso" do perfil destas pessoas, o que pode ser uma vantagem e uma decisão meramente estratégica no sentido de permitir acender o interesse de determinados indivíduos (masculino e/ou feminino) com quem pretendamos manter uma aproximação.

Contudo, ainda que pareça paradoxal, orgulho-me e envergonho-me por não ser como a maioria do Ser Humano. Orgulho-me por não ser falso, hipócrita, nem ostentar máscaras. Envergonho-me de não ser um Ser Humano comum porque isso provavelmente atrairia mais pessoas para o meu meio e não me isolaria do mundo. O facto de ser pragmático, objectivo, transparente e destemido (o que poderá ser visto por vezes como suicida) tende a afugentar muita gente com dificuldades e até falta de interesse em lidar com alguém com um perfil "diferente" e boicota quase que instantâneamente as oportunidades que tenho de manter alguma proximidade com alguém.

Face a este tipo de perfil que me caracteriza, e as dificuldades que as pessoas sentem em lidar comigo, as pessoas tendem a adoptar dois tipos de reacção:

1- Simplesmente afastam-se, rapida ou lentamente, e não me confrontam com a situação, porque não estão para se aborrecer ou perder tempo comigo e querem livrar-se de uma pessoa "diferente/complicada" mas ao mesmo tempo "simples/fácil de lidar se se tiver alguma paciência de início";

2- Dadas as suas limitações e incapacidade para lidar comigo, decidem inverter o jogo e acusam-me de ser falso, difícil, incorrecto, etc, para tentarem sair por cima. Estas são as pessoas que tendem a tentar controlar quem as rodeia, ainda que por vezes de forma inconsciente, através daquilo a que chamo "inverter o jogo" para ficarem bem na fotografia e conseguirem justificar o seu potencial não interesse em mim (seja em que tipo de relação for) ou levarem a que eu faça o que pretendem. Estas chantagens não funcionam desde que eu acordei para a vida e me apercebi deste tipo de truques de que as pessoas são capazes. É, de facto, uma forma das pessoas se convencerem que estão a agir correctamente e que o errado sou eu, tentando sempre sair por cima, justificar as suas atitudes com possíveis actos que eu possa ter ou que podia ter tido, que até são banais mas a outra pessoa extrapola-os porque convém para justificar a sua posição e pretendendo manter a porta aberta comigo, embora, ao mesmo tempo, não pretenda escancará-la e avançar muito na aproximação que tem comigo.

 

Por vezes sinto-me um monstro por afugentar as pessoas de mim e gostava de ser normal. A situação ganha piores contornos se se considerar que o meu instinto funciona com uma eficácia impressionante nos dias que correm, e, actualmente, consigo detectar à distância quem engraçou comigo e quem me vê como uma aberração, e quem quer de facto aproximar-se de mim (seja com que intento for) de quem me enrola e me quer manter numa situação de aparente conforto e calculismo.

É por isto que gosto de saber que tenho razão, mas não fico nada feliz por isso! É uma treta detectar todas estas situações, como se eu fosse dotado de um qualquer "superpoder" que me permite interpretar as intenções e o inconsciente das pessoas e simplesmente não falha (pelo menos até ao momento), porque me sinto, não melhor, mas diferente, e fracasso porque tenho que gerir estas situações internamente. É por isso que gostaria de ser normal, ou simplesmente banal. Gostava de nem dar conta que estava a ser enganado e simplesmente viver no calculismo alheio ou na forma básica do relacionamento humano sem sequer dar conta que estava integrado nesse tipo de realidade. Gostava de ser tolo, gostava de ser ingénuo, gostava de ser idiota, mas um tipo de idiotismo diferente daquele que me caracteriza hoje e me faz dar segundas oportunidades às pessoas (seja em que tipo de relação for) mesmo quando eu estou a ver, claramente, no que é que aquilo que vai dar. Afinal de contas, não ando a fazer outra coisa que não seja enganar-me a mim mesmo e brincar com as probabilidades...

publicado por diariodeumfrustrado às 20:58
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Domingo, 6 de Junho de 2010

410

Que merda de vida esta...

Só me aparece gente que não presta!

Detesto mentiras e confusões,

Mas insistem em vender-me ilusões.

 

Porque é que não me canso de ser idiota e acreditar que, apesar de tudo, ainda há boa fé por aí, quando o meu instinto me diz que não? Cada um tem aquilo que merece, e eu sem dúvida que tenho aquilo que a minha idiotice atrai.

publicado por diariodeumfrustrado às 18:53
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