Domingo, 18 de Janeiro de 2009

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Todos nós temos um truque, uma manha que permite desbloquear uma série de conflitos e abre o caminho para outras vidas. Aos poucos sinto que vou descobrindo o meu e talvez por isso me vá envergonhando. Às vezes tenho a sensação que tudo está claro como água e percebo o porquê de tanto falhanço e ao mesmo tempo tanta conquista, mas essencialmente frustração. Por vezes, quando abandono este velho eu em que me encontro há bastantes anos, consigo ver-me de fora e sinto-me estrangeiro em mim mesmo. Não me reconheço, não me identifico com a minha vida, não me orgulho daquilo a que hoje me resumo. Sinto vontade em mudar, mas mais tarde ou mais cedo acabo por voltar à casa que me acolhe apesar de me estranhar. A culpa de tudo isto é o excesso de emoções. Tudo seria mais fácil se eu fosse um sujeito prático, objectivo, com metas, que não olhasse a meios para atingir os fins.

Todos nós temos um truque, e por vezes sinto-me perto de descobrir o meu. Todos nós temos um segredo que nos permite morrer e nascer de novo. Confesso que às vezes me confundo se aquilo que tenho é um segredo ou antes um degredo que de tão forte que é, sempre que abandono este ser que encarno me faz envergonhar de tal forma que mais vale voltar e tentar mudar tudo inconscientemente. Mudar inconscientemente é a fórmila mais eficaz para se conseguir vencer. Morrer e nascer de novo. Afinal, a morte pode mesmo ser sinónimo de vida... basta querermos!

publicado por diariodeumfrustrado às 22:50
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3 comentários:
De ad a 18 de Janeiro de 2009 às 23:22
e tenho dito :)
De Isa_ a 19 de Janeiro de 2009 às 06:55
pelo q vejo, tens cultura religiosa, psicológica e sociológica, etc, o bastante p tecer infinidades d argumentos eternamente!
isso n importa nada, se o q te falta é amor-proprio, é ele q faz c q alguem n se revele como realmente é, n confia no amor e, como n confia, exige demais!
talvez faças parte d algum bando d metidos à besta q sentem prazer em ver a dor numa mulher?!
uma coisa é certa: tu só controlas a lei do retorno se n fizeres ao outro o mesmo q n gostarias q ele te fizesse a ti, ponto final!
qd acordares pode ser tarde demais, acredita! e eu sou alguem mais confiante e c mais certezas do q tu sequer imaginas!
desculpa tar a falar assim, nem te conheço, mas o q digo aplica-se a kualker ser humano! cya ***
De j. a 19 de Janeiro de 2009 às 11:39
Não sou muito de comentar, essencialmente por preguiça, mas porque me revejo bastante em alguns dos teus posts tenho vontade de dizer alguma coisa.

Não acho que seja um segredo, é mesmo uma consequência da realidade. Quando olho para trás (e para trás para mim é há mais de 3 meses) não vejo a pessoa que sou, mas outra que já não sou eu. Não recordo com muita diferença o meu "eu" de infância do meu "eu" de 2008. Infelizmente, o que me prende a esses "eus" passados são precisamente os aspectos negativos que se mantiveram. O que é normal, porque em boa verdade nunca nos detemos muito a pensar nos aspectos positivos.

Também acho que é preciso matar alguma coisa para recriar outra, mas não é muito fácil. Deixar para trás coisas que gostamos, que nos dão conforto e segurança é muito duro. E deixar para trás coisas que nos magoam parece fácil, mas o processo de recriar é muito mais complicado, e dou por mim a cometer os mesmos erros de sempre. E sobretudo, porque todas as coisas têm um pouco de bom e mau, nem sempre é fácil discernir o que se quer.

Mudar, propriamente dito, até nem é difícil. Muda-se de casa, de pequenos hábitos, procuram-se situações onde se conheçam novas pessoas, etc. O maior problema é que o que muda, raramente é o que eu queremos ou precisamos, porque tipicamente o que emerge como necessário mudar são as coisas sobre as quais temos pouco poder.

Acho que a mudança que se opera em nós é sempre consequência de todas as outras mudanças à nossa volta, e como nós as assimilamos e nos adaptamos a elas. Então talvez a melhor táctica seja olhar para as coisas sobre as quais temos algum poder, e procurar mudá-las, nem que seja um bocadinho, e mesmo que já estejam bastante aceitáveis.

Se a cada mudança a coisa melhora ou piora, é sempre relativo e incerto, mas mudar é aprender, e isso é sempre andar qualquer coisa para a frente. É como jogar até se acertar.

Acho que o truque, no fundo, é não ter medo.

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