Terça-feira, 18 de Março de 2008

184

Fui hoje à Dr.ª V. Não teve tempo para me receber ontem porque é muito concorrida, e hoje supostamente também não. Aliás, se fossemos conjugar o horário em que eu posso ir e as horas a que ela pode atender, creio que talvez em meados de Abril ela me recebesse (eu próprio cheguei a ver a agenda dela). No entanto, como ela me adora e é como uma grande amiga para mim, dispensou-me duas horas, porque sabia que para estar a recorrer a ela, era sinal de problema grande.
Expus tudo o que aconteceu. Ninguém quis encontrar culpados de nada. Detectei problemas e encontrei soluções. Duas cabeças a dissecarem o mesmo problema pensam bem melhor do que uma. E a segunda cabeça a ajudar-nos a pensar, acaba por ser fulcral quando temos uma pala nos olhos e só vemos num sentido.
Se já estava motivado o suficiente para me lançar na vida, quando saí daquela confortável cadeira, saí um homem novo. Mas completamente novo. B.? O que é isso? C.? Desconheço. T.? Quem?
Realmente, tenho tido um padrão infeliz na escolha de mulheres. Pior, não tenho sido eu a escolhê-las, mas elas a escolherem-me a mim. Caso contrário, jamais escolheria uma pessoa que diariamente me encostava à parede a querer que eu fosse pai da criança e assumisse as despesas, quando só estive com a criança duas vezes, que me colocasse em último lugar nas escolhas, que andasse com o marido e comigo ao mesmo tempo, que nunca me quisesse incluir no seu meio, e que não deixasse a relação amadurecer o suficiente para podermos conjugar os factores "eu", "ela", "filha". Ela tinha pressa em arranjar um pai para a criança, ou então andou a fazer jogos para espicaçar o marido. Realmente, ainda nós não tinhamos começado a nossa relação e já ela me perguntava se me sentia pronto para ser como um pai para a criança, para morar na zona onde ela está a construir a sua casa, e se estava preparado para lidar com um sem número de problemas. Ela queria, de facto, alguém que fosse o "novo pai" da filha. Não teve calma e às tantas qualquer coisa que eu dissesse soava a "ele jamais aceitará a menina", o que é mentira! Porque aceitava e adorava participar da vida da criança se me tivessem deixado e com calma. E se a próxima pessoa com quem tiver uma relação tiver filhos, terei todo o prazer em ajudá-la. Apenas não compactuo com pessoas que se podem mexer contra os pais das crianças para apertar com eles, e arranjam desculpas. Desculpas tristes e infelizes tal como aquelas que ela arranjou para não estar comigo inúmeras vezes, para me telefonar, para me deixar participar na vida dela, para... enfim, até perco a conta! Na verdade, ao mesmo tempo que não me deixava contactar com a filha, também não me deixava fazer mais nada na realidade dela e nunca quis/tentou apertar com o pai da criança no sentido de ajudar. Mas, o culpado era eu. Como de costume.
Ainda há instantes, quando cheguei, tinha dois comentários dela aqui no blog, tal como ontem tinha. Desmentiu que fosse ela a B., e passou a intitular-se como Ana. Teve o descaramento de num deles colocar "duvido que a B. tenha voltado para o marido". É preciso lata, cara de pau e descaramento. Mas cada um é como cada qual...
Enfim, isso agora é indiferente. O que é certo é que me livrei de um grande problema, chamado B.. Não tinha a atenção devida, nem à distância quanto mais por perto, e toda a sua vida era oculta, além de ter actores em demasia para uma relação a dois. Valia-lhe o ser boa pessoa (julgava eu), ter um bom fundo (julgava eu), ter boas conversas, ser divertida e ser interessante fisicamente. Mas no resto não compensava pelos motivos que já disse. Ela fez-me um grande favor. Afinal, queria eu dedicar-me a uma pessoa que só tinha boa conversa e dava boas quecas? Não. Não é o que procuro numa mulher. Procuro mais. O que eu procuro não é possível precisar, nem quantificar, mas passa pelos valores, pelo carácter e por mais um sem número de coisas. Se tem zero, dois ou vinte filhos, who cares? Digo desde já que adoro crianças! Mas adoro mesmo!
Se a pessoa em questão me deixar participar na vida dela, e ela quiser participar na minha, se quiser ser amada com tudo o que eu tenho para amar, e se me quiser amar dando o melhor de si, por realmente gostar de mim, então essa é a mulher que eu quero. Tudo o que gire fora disto e ainda inclua o que referi em cima, dispenso.
Estou agradecido à B. por me ter feito este favor. De facto, estava tão cego e tão asfixiado com a hipótese de "ficar sozinho" que acabei por entrar em paranóia e desesperar, chegando a pensar em acabar com a minha vida. Vá lá que isso passou num instante. Eu AMAVA a B.. Queria estar com ela e também com a filha num futuro próximo. Mas a integração tem que ser feita com calma. A B. não teve essa calma. Agora, o erro dela é a oportunidade de outra. Estar sozinho é bom, e é melhor ainda quando as possibilidades de companhia que temos são muito fraquinhas. A B. é só uma letra a partir de hoje. Uma mulher que amei, a quem me dediquei, e a quem estive disposto a dar a vida só para ser feliz com ela. Quis, de facto, ter uma família com ela, e com a filha incluída. Não foi suficiente, ela não quis, azar! A vida continua. As relações são mesmo assim. Livrei-me de um grande problema e estou aliviado e livre! Deve haver por aí uma que me queira, só tenho que começar a fazer a devida prospecção e desta vez ser eu a procurar!
Quero e não quero esquecer a B.. Esqueci já a B. por tudo o que me fez e por aquilo que revelou ser. Jamais, em ocasião alguma, voltaria a ter uma relação com ela. Nem mesmo cordial. Não quero esquecer a B. porque a B. tem características graves daquilo que eu não procuro em alguém. E convém não me esquecer do que tive com a B., para não cair novamente na teia de uma pessoa sem carácter que me desprezou e tratou como se eu fosse um crápula. Sou novo, tenho muito valor e muito para dar. Será que não há nenhuma mulher que se interesse por mim? Claro que há! Resta-me procurar. Certamente encontrarei.
Meus amigos, perder tempo em levar as relações a sério? Ainda não ter começado algo com alguém e já querer que essa pessoa seja pai e marido? Estar todos os dias a perguntar se o outro continuará a tolerar para todo o sempre o facto da namorada ser divorciada e ter um filho e encostar o outro à parede consecutivamente porque disse que "não era um pai, mas um tio que teria as mesmas funções de pai"? Calma... Menos. Não é com vinagre que se apanham as moscas.
Do fundo do coração, obrigado, B., por teres saído da minha vida. Só hoje percebo as inúmeras vantagens que tenho com isso, sobretudo depois de tudo o que fiz por ti e do quanto me entreguei. Não, não vou fazer com que "a próxima pague". A pessoa que vier não tem culpa de me ter surgido na vida uma pessoa assim. A pessoa que vier terá o melhor de mim, sem desconfianças e com entrega total. Entrega, dedicação e interesse. Assim, sim, é possível ter uma relação.
Mesmo lá do fundo do coração, obrigado, Dr.ª V, não por me ter dito todas estas coisas, mas por me ensinar a juntar as pecinhas do jogo da vida. Eu juntei as minhas e, agora sim, estou feliz! Vou procurar uma pessoa que me faça feliz! E vou ter sucesso, sobretudo porque tenho muito, mas mesmo muito, valor.
publicado por diariodeumfrustrado às 20:39
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