Quinta-feira, 20 de Março de 2008

187

Hoje falarei do único relacionamento que nunca falei neste espaço até aos dias de hoje. Tinha os meus motivos. Agora creio que está na altura de o fazer. É a Q., com quem estive quase três anos e que, como as que passaram pela minha vida, deixou as suas marcas. Logo, com mais tempo, falarei da Q..
publicado por diariodeumfrustrado às 07:35
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Quarta-feira, 19 de Março de 2008

186

Hoje abri o jornal de um colega meu, e procurei anúncios. Não, não eram os classificados para adultos do Correio da Manhã. Eram os anúncios de Imobiliário do DN. Sim, eu sei que a diferença entre o Correio da Manhã e o DN é muito ténue nos dias de hoje, dado que este último tem o João Marcelino (ex-CM) como Director. No entanto, o quadro de anúncios ainda é parcialmente selectivo.
Andei à procura de casa, não quarto, para arrendar. Sim, pretendo mudar-me e vou arrendar uma casa no centro de Lisboa ou na periferia, mas periferia calma, excluindo Margem Sul, Sacavém, Linha de Sintra, etc.
Estou farto de residir na casa da minha mãe. É minha mãe e mão há só uma, mas tudo tem um fim. E agora que começo a ter a minha autonomia financeira, a primeira coisa em que penso é na minha privacidade, algo que é difícil de ter onde resido actualmente. Vou sentir muita falta de alguém sempre disponível 24 horas por dia, mas faz parte da evolução dar este tipo de passos.
Por enquanto, pretendo arrendar casa durante alguns meses. Daqui a algum tempo aventuro-me nessa bela selva que é a "compra de casa própria".
Estou seguro do que faço e não acho que seja algo do outro mundo. Afinal, sei muito bem o que quero e para onde vou. Estou decidido, estou contente, e muito confiante.
publicado por diariodeumfrustrado às 22:55
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185

Campanha inédita no meu blog! Não sei qual será a receptividade mas... vou lançar o repto! O repto que lanço é:

"Quem quer conhecer o autor do blog 'Diário de um Frustrado'?", para amizade e, quiçá, algo mais no futuro.

Os meus dados: sou alto, magro, moreno de olhos e cabelo, pele clara, nos vinte e muitos anos, com sentido de humor, teimoso, certo do que quer, com muito para dar e também para receber.

Condições: mulheres entre os 26 e os 30, da Região de Lisboa, com intenções sérias e com nível de maturidade que as impeça de andar por aí a brincar com os outros, que saibam o que querem da vida, com muito para dar e com muita vontade de receber também. Apenas para mulheres descomprometidas e com o seu passado totalmente resolvido. Com filhos, animais de estimação, automóveis, etc, não há preconceito. Interessa, sobretudo, que tenham valores e interesses semelhantes aos meus e vontade de ter alguém do lado para partilhar uma vida. Em caso de não haver "click" a vida continua. Amigos para sempre!

As possíveis interessadas, se as houver, enviem informação concreta e detalhada e com breve texto sobre a vossa experiência de vida, acompanhada de foto de rosto e de corpo inteiro para frustrado@sapo.pt .

Dispenso brincalhonas, curiosas, comprometidas, imaturas e pessoas com outro tipo de intenções. Quem acompanha o blog sabe o tipo de pessoa que sou, e o que já passei. Se se identificam com o que aqui escrevo, então contactem-me.

O repto está lançado!
publicado por diariodeumfrustrado às 20:10
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Terça-feira, 18 de Março de 2008

184

Fui hoje à Dr.ª V. Não teve tempo para me receber ontem porque é muito concorrida, e hoje supostamente também não. Aliás, se fossemos conjugar o horário em que eu posso ir e as horas a que ela pode atender, creio que talvez em meados de Abril ela me recebesse (eu próprio cheguei a ver a agenda dela). No entanto, como ela me adora e é como uma grande amiga para mim, dispensou-me duas horas, porque sabia que para estar a recorrer a ela, era sinal de problema grande.
Expus tudo o que aconteceu. Ninguém quis encontrar culpados de nada. Detectei problemas e encontrei soluções. Duas cabeças a dissecarem o mesmo problema pensam bem melhor do que uma. E a segunda cabeça a ajudar-nos a pensar, acaba por ser fulcral quando temos uma pala nos olhos e só vemos num sentido.
Se já estava motivado o suficiente para me lançar na vida, quando saí daquela confortável cadeira, saí um homem novo. Mas completamente novo. B.? O que é isso? C.? Desconheço. T.? Quem?
Realmente, tenho tido um padrão infeliz na escolha de mulheres. Pior, não tenho sido eu a escolhê-las, mas elas a escolherem-me a mim. Caso contrário, jamais escolheria uma pessoa que diariamente me encostava à parede a querer que eu fosse pai da criança e assumisse as despesas, quando só estive com a criança duas vezes, que me colocasse em último lugar nas escolhas, que andasse com o marido e comigo ao mesmo tempo, que nunca me quisesse incluir no seu meio, e que não deixasse a relação amadurecer o suficiente para podermos conjugar os factores "eu", "ela", "filha". Ela tinha pressa em arranjar um pai para a criança, ou então andou a fazer jogos para espicaçar o marido. Realmente, ainda nós não tinhamos começado a nossa relação e já ela me perguntava se me sentia pronto para ser como um pai para a criança, para morar na zona onde ela está a construir a sua casa, e se estava preparado para lidar com um sem número de problemas. Ela queria, de facto, alguém que fosse o "novo pai" da filha. Não teve calma e às tantas qualquer coisa que eu dissesse soava a "ele jamais aceitará a menina", o que é mentira! Porque aceitava e adorava participar da vida da criança se me tivessem deixado e com calma. E se a próxima pessoa com quem tiver uma relação tiver filhos, terei todo o prazer em ajudá-la. Apenas não compactuo com pessoas que se podem mexer contra os pais das crianças para apertar com eles, e arranjam desculpas. Desculpas tristes e infelizes tal como aquelas que ela arranjou para não estar comigo inúmeras vezes, para me telefonar, para me deixar participar na vida dela, para... enfim, até perco a conta! Na verdade, ao mesmo tempo que não me deixava contactar com a filha, também não me deixava fazer mais nada na realidade dela e nunca quis/tentou apertar com o pai da criança no sentido de ajudar. Mas, o culpado era eu. Como de costume.
Ainda há instantes, quando cheguei, tinha dois comentários dela aqui no blog, tal como ontem tinha. Desmentiu que fosse ela a B., e passou a intitular-se como Ana. Teve o descaramento de num deles colocar "duvido que a B. tenha voltado para o marido". É preciso lata, cara de pau e descaramento. Mas cada um é como cada qual...
Enfim, isso agora é indiferente. O que é certo é que me livrei de um grande problema, chamado B.. Não tinha a atenção devida, nem à distância quanto mais por perto, e toda a sua vida era oculta, além de ter actores em demasia para uma relação a dois. Valia-lhe o ser boa pessoa (julgava eu), ter um bom fundo (julgava eu), ter boas conversas, ser divertida e ser interessante fisicamente. Mas no resto não compensava pelos motivos que já disse. Ela fez-me um grande favor. Afinal, queria eu dedicar-me a uma pessoa que só tinha boa conversa e dava boas quecas? Não. Não é o que procuro numa mulher. Procuro mais. O que eu procuro não é possível precisar, nem quantificar, mas passa pelos valores, pelo carácter e por mais um sem número de coisas. Se tem zero, dois ou vinte filhos, who cares? Digo desde já que adoro crianças! Mas adoro mesmo!
Se a pessoa em questão me deixar participar na vida dela, e ela quiser participar na minha, se quiser ser amada com tudo o que eu tenho para amar, e se me quiser amar dando o melhor de si, por realmente gostar de mim, então essa é a mulher que eu quero. Tudo o que gire fora disto e ainda inclua o que referi em cima, dispenso.
Estou agradecido à B. por me ter feito este favor. De facto, estava tão cego e tão asfixiado com a hipótese de "ficar sozinho" que acabei por entrar em paranóia e desesperar, chegando a pensar em acabar com a minha vida. Vá lá que isso passou num instante. Eu AMAVA a B.. Queria estar com ela e também com a filha num futuro próximo. Mas a integração tem que ser feita com calma. A B. não teve essa calma. Agora, o erro dela é a oportunidade de outra. Estar sozinho é bom, e é melhor ainda quando as possibilidades de companhia que temos são muito fraquinhas. A B. é só uma letra a partir de hoje. Uma mulher que amei, a quem me dediquei, e a quem estive disposto a dar a vida só para ser feliz com ela. Quis, de facto, ter uma família com ela, e com a filha incluída. Não foi suficiente, ela não quis, azar! A vida continua. As relações são mesmo assim. Livrei-me de um grande problema e estou aliviado e livre! Deve haver por aí uma que me queira, só tenho que começar a fazer a devida prospecção e desta vez ser eu a procurar!
Quero e não quero esquecer a B.. Esqueci já a B. por tudo o que me fez e por aquilo que revelou ser. Jamais, em ocasião alguma, voltaria a ter uma relação com ela. Nem mesmo cordial. Não quero esquecer a B. porque a B. tem características graves daquilo que eu não procuro em alguém. E convém não me esquecer do que tive com a B., para não cair novamente na teia de uma pessoa sem carácter que me desprezou e tratou como se eu fosse um crápula. Sou novo, tenho muito valor e muito para dar. Será que não há nenhuma mulher que se interesse por mim? Claro que há! Resta-me procurar. Certamente encontrarei.
Meus amigos, perder tempo em levar as relações a sério? Ainda não ter começado algo com alguém e já querer que essa pessoa seja pai e marido? Estar todos os dias a perguntar se o outro continuará a tolerar para todo o sempre o facto da namorada ser divorciada e ter um filho e encostar o outro à parede consecutivamente porque disse que "não era um pai, mas um tio que teria as mesmas funções de pai"? Calma... Menos. Não é com vinagre que se apanham as moscas.
Do fundo do coração, obrigado, B., por teres saído da minha vida. Só hoje percebo as inúmeras vantagens que tenho com isso, sobretudo depois de tudo o que fiz por ti e do quanto me entreguei. Não, não vou fazer com que "a próxima pague". A pessoa que vier não tem culpa de me ter surgido na vida uma pessoa assim. A pessoa que vier terá o melhor de mim, sem desconfianças e com entrega total. Entrega, dedicação e interesse. Assim, sim, é possível ter uma relação.
Mesmo lá do fundo do coração, obrigado, Dr.ª V, não por me ter dito todas estas coisas, mas por me ensinar a juntar as pecinhas do jogo da vida. Eu juntei as minhas e, agora sim, estou feliz! Vou procurar uma pessoa que me faça feliz! E vou ter sucesso, sobretudo porque tenho muito, mas mesmo muito, valor.
publicado por diariodeumfrustrado às 20:39
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183

Passei dos comprimidos para a farra porque é a melhor maneira de nos curarmos de uma tristeza. Fechar-me em casa e resumir-me a comprimidos, seria desgraçar-me e continuar na tristeza e depressão. Com a farra, não só a mente distrai como ainda estou com pessoas amigas/conhecidas. Sofri muito, mesmo muito, até que abri os olhos e vi que a pessoa por quem sofria não merecia uma lágrima minha que fosse.
A minha onda não é entristecer-me porque uma relação não deu certo. As coisas correram mal. Não há erros ou falhas numa relação. Há formas de ser. E eu procuro umas coisas numa pessoa e a B. procurava outras coisas em alguém, e também em outros. Hoje isso é-me indiferente. Não combina comigo, magoou-me, paciência. Que seja muito feliz. Não me diz, nem dirá mais respeito. Nem quero saber. É-me totalmente indiferente. Quero é saber de mim e do presente. E o presente está a correr-me muito bem. Isso é que interessa!
publicado por diariodeumfrustrado às 20:34
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182

Não sei se se passa o mesmo onde vocês se encontram, mas... onde moro está um início de dia LINDO! Isto é um bom augúrio! A vida finalmente me começa a correr bem! Depois da tempestade, vem a bonança.
publicado por diariodeumfrustrado às 08:06
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Segunda-feira, 17 de Março de 2008

181

Se existe algo que eu não tolero nas pessoas, são as faltas de carácter. A sério. Tiram-me do sério! Mais pela farsa e mentira em que quiseram que o outro vivesse, do que qualquer outra coisa. É que uma tipa dizer "eu sou X e faço Y", nós só estamos com elas se quisermos. Agora, fingir que se é uma coisa e depois revelar uma tremenda falha de carácter, dói muito de início, mas depois só me faz pensar naquele trecho da música dos Queen:

Easy come, easy go

Uma mulher vivida (muito ou pouco) é uma coisa. Uma mulher da vida é outra. Estas, passo!
publicado por diariodeumfrustrado às 20:46
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180

Sexta-feira há festa e sábado vai haver noite de machos. Vamos ao strip e não às prostitutas. Nada como esquecer uma mulher, metendo-nos logo a ver outras bem melhores do que aquelas que nos fizeram mal e a dizerem-nos ao ouvido "'cê é muito gátjinho". Nós sabemos que elas só nos dizem aquilo para receberem dinheiro, mas ao menos são sinceras e um tipo sabe o que pode esperar delas! E algumas até têm uma conversa minimamente interessante. Passa logo a febre do "amor" e se me perguntarem no domingo pela pessoa com quem estive e que me fez tudo isto, certamente direi:
- Quem? Não sei. Eu conheço a G. que faz um belo table dance, agora a B., a C., a D., ou que raio for o nome dela, isso não conheço. Sorry.
Havia um tipo que dizia: "a diferença entre o sexo pago e o sexo gratuito, é que o sexo pago sai mais barato". Neste caso não é sexo, é só "ver".
Devo dizer que participo neste tipo de "noite" apenas quando não estou comprometido com alguém. Não há sexo, não há sequer um beijo, mas acho que estando com alguém e ter uma tipa sentada em cima de nós a tirar a roupa e a tocar-se não é um sinal de mínimo respeito sequer. No entanto, estando comprometido, só participo neste tipo de noites quando tenho a certeza que "não há toque", nem me vão fazer "festinhas".
publicado por diariodeumfrustrado às 20:24
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179

Fez esta 6.ª feira uma semana que ia no comboio e vejo uma tipa a olhar para mim. Anda na mesma faixa etária que eu, mais ano, menos ano. Inocente como sou, olhei para ela, pois julguei que estaria a olhar para mim por me conhecer. Não me lembrava. E concluí que realmente não a conhecia.
Veio a olhar para mim o tempo todo. No final, saímos na mesma paragem, e entrámos no metro. Saiu duas estações antes de mim. Antes de sair, olhou para mim e sorriu. Fiquei perplexo, mas não reagi. Ao sair, voltou a olhar para mim e voltou a sorrir.
Todos os dias se tem vindo a passar a mesma coisa. Nunca reagi antes porque apesar dela ser uma mulher simples e bonita, tinha namorada e amava alguém. Se amava e estava com outra pessoa, para quê dar confiança às outras? Por esse motivo nunca lhe respondi com um sorriso que fosse. Tenho valores, sou fiel e se precisasse de olhar para outra, era sinal que aquela com quem estava não me enchia as medidas.
Hoje, estando livre, apanhei o comboio do costume (atenção que sempre o apanhei à mesmo hora, mesmo quando a menina não ia nele). Estava com cara de "defunto", dado que durante toda a noite só dormi meia hora. Ainda sinto a dor de tudo o que aconteceu, mas sinto-me também aliviado. Aos poucos tudo vai passando e com amigos como os que tenho, e colegas de trabalho, tudo passa num instante.
Para todos os efeitos, ia com cara de "defunto" e a menina hoje olhou-me com um ar de tédio e revirou os olhos. Depois desta reacção, não lhe dei bola. Virei as costas. É a Lei de Murphy: o pão cai sempre no chão com o lado que tem a manteiga. Quando estamos comprometidos, todas nos olham e tentam meter conversa, etc. Quando estamos sozinhos, voltamos ao anonimato. Dinheiro atrai dinheiro e mulher atrai mulher. Mesmo assim, há sempre aí uma que se mostra interessada, mesmo que não se manifeste muito.
Apesar do que aconteceu hoje, vou dar uma segunda oportunidade à menina do comboio. Antes de mais, vou procurar estar mais apresentável e não aparecer cheio de olheiras e pálido. Vou como deve ser. Depois vamos ver a reacção dela. Se voltar a não ter reacção, paciência. Outras andarão por aí. Claro que não vou atrás da primeira que aparece. Vou esperar, com calma. Elas ANDEM aí! E não são todas iguais. Sim! Acredito que existam por aí algumas que se aproveitem, bonitas, inteligentes e com valores e a serem maltratadas como eu. É só uma questão de oportunidade e perseverança. Tudo menos ficar a afogar mágoas por alguém que não vale a ponta de um chaveiro. Isso é que não.

publicado por diariodeumfrustrado às 20:04
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178

A oportunidade é agora! Há muita vida lá fora à minha espera. E eu vou agarrá-la!
publicado por diariodeumfrustrado às 07:30
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