Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

78

Mais uma vez as mulheres mais velhas. Desta vez é a Z., à qual lhe atribuo uma letra que habitualmente equivale a uma coordenada matemática e que é usada para gerar a chamada "terceira dimensão". Pois bem, a Z. não tem nada a ver quer com Matemáticas, quer com Ciências.
A Z. conheci numa ida minha a um Centro Comercial. Tinha-me cruzado com ela e vi que era uma mulher interessante. Coincidentemente (foi mesmo), apanhámos o mesmo meio de transporte para regressar a casa e eu deveria sair algumas paragens antes dela. Decidi seguir o conselho dos meus amigos que há anos que me dizem "tens que arriscar". Enchi-me de coragem e meti conversa com ela. Ela respondeu com simpatia e, conversa puxa conversa, acabei com o número dela. O resto não é novidade para ninguém e já se sabe como é que as coisas se desenvolvem no "mundo animal": começa-se com mensagens, depois telefonemas, avança-se para o café e por fim acaba-se na casa de um deles.
Neste caso em concreto eu acabei na casa dela. É uma mulher fisicamente muito interessante, mas tenho que dizer que a nível sexual é precisamente o oposto. Se não for o homem a ter a iniciativa, aquilo que promete ser uma noite de luxo e sexo da melhor qualidade, acaba por ser uma tentativa falhada de fazer qualquer coisa entre amor e sexo. Aliás, aquele velho ditado masculinamente popular que diz que uma mulher super atraente é má na cama e que as que se revelam melhores são aquelas por quem ninguém dá nada. Posso dizer que sou totalmente defensor desta teoria, até porque ainda não houve mulher que me provasse o contrário dela.
Ela era realmente fraca a nível sexual, mas ao menos deixava que o parceiro tomasse a iniciativa. No entanto, ela tinha um fetiche: pedia e adorava que lhe tirasse fotografias antes e depois do sexo. Não sei porquê, nunca perguntei o porquê. Ela pediu-me isto na primeira vez e eu não recusei. Gostava de se exibir. Creio que ela própria ganhava confiança e se sentia mais feminina por ver que alguém gostava de lhe tirar fotos e de destacar certas partes dela. É a única explicação que encontro.
Marcámos um segundo encontro e tudo correu precisamente da mesma maneira. Porém, ao terceiro encontro, ela diz-me "Amo-te" antes de fazermos sexo. Fiquei baralhado com aquilo porque como é que alguém diz "amo-te" a alguém com quem está duas ou três vezes? Só se for muito carente. Tentei perceber o porquê daquilo tudo e creio que ela realmente é muito carente de afecto, de amor, um pouco de tudo. Disse-me que os homens que tinha tido até àquele momento eram todos casados que lhe mentiam dizendo que eram divorciados e a queriam fazer feliz, mas depois descobria-se que só queriam fazer dela uma mera amante; outros só a queriam mesmo para cama, mas diziam-lhe coisas bonitas para a levar até onde conseguissem. Ora, eu nunca lhe disse coisas bonitas e das nossas conversas iniciais, creio (creio mesmo) que ficou claro que não íamos ter uma relação séria, mas íamos tendo encontros ocasionais. Basicamente, fui honesto com ela e não a enganei. Sempre fui assim com as pessoas: tentei ao máximo que percebessem que não queria algo sério com elas ou, noutros casos, que queria algo sério com elas. Por mais sinais que sejam dados e que aos nossos olhos pareçam evidentes, aos olhos dos outros nem sempre é assim e se calhar é preferível dizer as coisas de forma fria e dura e destroçar por completo o coração de alguém cujo coração já estava desfeito.
Depois desta conversa, disse-lhe que não podia dizer que sentia o mesmo porque apenas existia uma atracção física da minha parte. Ela quis estar comigo naquela noite. Assim sucedeu. Nos dias que se seguíram não parou de me enviar mensagens a dizer "Amo-te", "quero ficar contigo", "vem hoje à minha casa", etc. Se a minha intenção não era dar azo a que este sentimento dela continuasse, creio ter tomado uma atitude que muito me custou carnalmente (à terceira vez com ela, até parecia que já estava a melhorar. Se calhar era eu que já via as coisas assim), mas que interiormente foi o melhor que fiz, pois ia evitar que tivesse complicações futuras e o coração destroçado de uma mulher nas mãos, sem que tivesse feito muito por isso. Solução: desliga o tal cartão (que a esta hora já deve ter sido vítima de vudu, pois foram algumas as mulheres que o ficaram a conhecer) durante umas semanas. Dois anos depois ainda voltei a receber mensagens dela a dizer que o que eu lhe fiz não se fazia a ninguém, etc. Mas... o que é que eu verdadeiramente lhe fiz? Cheguei a falar com ela e ela insistia em algo com alguém que não estava na mesma linha que ela. Eu sei que ela tinha carências afectivas, mas ainda que eu me quisesse esforçar nesse sentido, nunca ia conseguir dar-lhe algo que não sentia: amor.
publicado por diariodeumfrustrado às 22:21
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2 comentários:
De M. a 28 de Novembro de 2007 às 22:55
Amigo Diário, sou forçada a concordar com o que o Antiego disse aqui há uns posts... a tua vida parece uma novela!! Devias escrever um livro! Eu comprava... :)
Quanto a estes dois posts, acho que não agiste muito bem. Percebo o porquê da tua atitude, o que te levou a agir assim e concordo que elas agiram de modo precipitado, carente e imaturo, mas acho que devias ter tido a coragem de lhes explicar bem o que é que sentias e qual era a tua expectativa, no sentido em que vias uma atracção física que não ia desenvolver para algo mais sério...
Beijinhos
De diariodeumfrustrado a 28 de Novembro de 2007 às 23:08
Eu não censuro a vossa opinião sobre a minha vida se assemelhar a uma novela. Como digo, valha-me o blogue, porque a maior parte das coisas, se contadas, ninguém acredita...

beijinhos para ti

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